quarta-feira, 14 de março de 2012

Consocial Paraná

Fonte: blog do Paulo Gaspar
Cerca de 20 propostas destinadas a aumentar a transparência da gestão pública e o controle social foram escolhidas pelos 600 participantes da 1ª Conferência Estadual sobre Transparência e Controle Social (Consocial), encerrada nesta quarta-feira (14) em Curitiba.
Leia Mais>>> Elas serão apresentadas em Brasília durante a etapa nacional da conferência, em maio, quando serão definidas as bases do Plano Nacional de Transparência e Controle Social.

Os representantes paranaenses, em sua maioria membros de organizações civis, apontaram como prioridades a inclusão em todos os níveis escolares de matérias que despertem a cidadania, a ética e o interesse pela participação na vida pública; e a criação de associações e observatórios sociais para controle das administrações públicas.
Para combater a corrupção, em todas as esferas de poder, os representantes dos 399 municípios do Paraná apontam a necessidade de medidas como a tipificação desse crime como hediondo; que os acusados tenham seus bens bloqueados de imediato e o fim do foro privilegiado de que gozam os políticos.
“A conferência foi um processo fantástico de entendimento social”, comemorou o secretário de Controle Interno, Mauro Munhoz, que destacou a preocupação observada entre os participantes com o preparo das próximas gerações brasileiras para a cidadania e participação social.
As propostas do Paraná serão levadas à Conferência Nacional, a ser realizada entre 18 e 20 de maio em Brasília, para onde seguem os 56 delegados paranaenses escolhidos em Curitiba. Do encontro nacional deve sair o Plano Nacional de Transparência e Controle Social.
A organização de observatórios em cada município paranaense é outra exigência dos participantes, que consideram a medida efetiva para interessar a população e acompanhar a administração municipal. Uma das experiências mais notáveis, no Paraná, é o Observatório Social de Maringá, criado pela organização Sociedade Eticamente Responsável (SER) em março de 2006. Desde então, a entidade promove discussões sobre os problemas sociais da cidade e propõe soluções a partir da atuação direta da população, procurando a “coesão social por meio da vivência da ética e da cidadania”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário