terça-feira, 22 de março de 2011

Dia Mundial da água - Modelo de Gestão difuso

Por que será que no Brasil os modelos de gestão pública para a água são tão precários?

Parte dos sistemas de abastecimento público são gestionados pelo regime de concessão a empresas de economia mista, outra parte fica com a iniciativa privada, também por concessão, mas que participaram de "licitação pública" para firmar este contrato e a terceira parte fica sob a administração do poder público municipal.

Atualmente, quem tem o poder sobre os sistemas de abastecimento de água são as prefeituras, e isso é uma das grandes causas da variedade de modelos e também da ineficiência do setor.

Desconsiderando o fator poder concedente, todos os três apresentam problemas de gestão:

O primeiro sofre ingerência política a nível de estado, principalmente nas questões de direcionamento da política tarifária para benefício político, nível de investimento e gestão política, desconsiderando a meritocracia.

O segundo modelo, o privado, administra para gerar lucros e quanto maior melhor. Por isso, diminui o investimento, aumenta tarifas e prejudica a eficiência dos serviços prestados.

O terceiro modelo, adminsitração municipal, a ingerência política fica muito mais próxima. Provocando evasão de receita e tornando o sistema insustentável. Isso provoca um sucateamento das estruturas e consequente queda na qualidade de prestação do serviço público.

Comparativamente, um setor público eficiente no Brasil, seja sob a administração pública ou privada, é o sistema elétrico, que encontra-se muito bem regulamentado a nível da união.

Não seria este o caminho para a gestão das águas no Brasil?

A água pede socorro, o Brasil já não é mais tão rico em recursos naturais. Na melhoria da gestão pública estão as soluções para diversos problemas, basta haver vontade política neste sentido.

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